Gestao Ambiental

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 Campos temperados

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JULIO CESAR



Mensagens : 1
Data de inscrição : 13/03/2008

MensagemAssunto: Campos temperados   Qui Mar 13, 2008 5:32 pm

CAMPOS TEMPERADOS
1.Bioma tratado: Campo/ deserto – temperado

O campo temperado é a vegetação natural de grandes áreas em todos os continentes. Muitos desses campos naturais têm sido alterados pela ação antrópica, são transformados em “campos cultivados” por: trigos, arroz, aveia, cevada, centeio e milho, que fornecem alimentos para as populações humanas em todo mundo.
Com o aumento da população é cada vez mais comum, a invasão dos campos naturais por campos alterados pelo homem. Nos limites mais secos do bioma, onde o cultivo não é viável, muitos dos campos são manejados para a produção de carne ou leite. Algumas espécies de animais, estão sendo diminuídas devido o avanço de pastos e campo de cultivo.
Os campos temperados podem ser chamados, também, de campo limpo ou campinas. Seus nomes variam conforme o continente: pradarias na América do Norte -; estepes - na Ásia e Europa-; pampas (ou campanha) na América do Sul.
Seu clima é temperado e relativamente seco; com precipitação anual de 25 a 75 cm - intermediário entre floresta temperada e deserto - distribuída por todo o ano. Os verões são muito mais quentes que os invernos, com nítida diferença nas estações. A energia radiante incidente corresponde a das florestas temperadas.
A vegetação é constituída principalmente por gramíneas não muito altas, conferindo um aspecto de imenso capinzal. Essas características tornam esse bioma especialmente apto para a pecuária.
Na fauna há uma predominância de grandes mamíferos herbívoros, como a gazela, antílopes, bisão, cavalos selvagens. Os principais carnívoros são a raposa e o coiote. Entre os insetos, os mais típicos são os gafanhotos migratórios.
Os campos tropicais recebem também as denominações de campos sujos ou, simplesmente, campos. Seus nomes variam conforme o continente: cerrados, na América do Sul, ou savanas, na África e Austrália.
O clima é tropical e com maior índice pluviométrico (100 a 150 cm/ano) do que os campos temperados; porém com um inverno (maio a agosto) muito mais seco, já que as chuvas não são uniformemente distribuídas. Essas condições favorecem - no inverno - a ocorrência de incêndios, que se constituem num importante fator ambiental.
A vegetação caracteriza-se por um estrato herbáceo contínuo (com muitas gramíneas) e um estrato arbóreo-arbustivo, com os indivíduos espaçados entre si.
A fauna dos campos tropicais compreende alguns dos maiores mamíferos conhecidos, tais como os herbívoros: elefante, rinoceronte, girafa, gnu, zebra, cangurus (na Austrália); roedores como a capivara e os carnívoros leão e leopardo. As aves mais típicas são o avestruz (na África) e a ema (no Brasil), que ocupam nichos equivalentes. Os insetos são mais abundantes durante a estação chuvosa, predominando as formigas, os gafanhotos e cupins. Os répteis, por outro lado, são mais ativos na estação seca.
A utilização dos campos - por terem geralmente relevo plano - para fins agrícolas têm destruído a vegetação natural de imensas áreas. A introdução do gado, para fins pecuários, supõe um forte impacto ambiental, pois leva à substituição da fauna original.
Mas um dos problemas ambientais mais severos que esse bioma enfrenta é o uso abusivo da prática de queimada. Embora o fogo seja um fator natural neste tipo de ecossistema, o excesso de incêndios e de culturas agrícolas empobrece rapidamente o solo, transformando-o em deserto, de difícil restauração.
Num extremo oposto de ação humana negativa, o pastoreio intensivo - principalmente em campos temperados - reduz a tal ponto a matéria combustível (capim seco) que os incêndios, necessários para a manutenção de cobertura de gramíneas, não podem mais ocorrer. Como resultado, arbustos espinhosos - anteriormente controlados por incêndios naturais periódicos - chegam a dominar. A única maneira, então, de recuperar a produtividade do pastoreio é gastar energia na remoção mecânica e queima da vegetação arbustiva; encarecendo o produto final.
Desertos
Como os campos, os desertos não estão restritos a uma única faixa de latitude, podendo ser encontrados em áreas de clima equatorial, tropical ou temperado. Sua existência é determinada pelo regime de chuvas; presença de solo arenoso, muito lixiviado e salino; e circulação atmosférica, que traz massas de ar quente e seco.
Nos desertos o clima em geral é quente - pode ser frio como nas montanhas do Tibet (Ásia) - e com poucas chuvas (menos de 25 cm/ano) e muita energia radiante incidente. As raras chuvas são fortes e de pequena duração, grande parte da água não se infiltra no solo e seca rapidamente. A oscilação diária de temperatura é muito grande, de até 30o entre a manhã e a noite.
É preciso ter em mente que, para o ecólogo, o deserto não é apenas aquela área carente de vegetação e com imensas dunas de areia, típica cena de filmes como "Lawrence das Arábias". Ele possui, pelo contrário, uma vegetação rala, onde predominam os espaços vazios; resultado de mecanismos de alelopatia que diminuem a competição por água e nutrientes.
As plantas apresentam um crescimento rápido, logo após um período de chuvas. Suas raízes crescem mais horizontalmente do que verticalmente, ao contrário do que acontece nos campos tropicais (cerrado brasileiro). Com isso, conseguem aproveitar melhor a água da chuva que se acumula sobre o solo, antes que seque.
Possuem adaptações específicas que permitem evitar a perda excessiva de água por transpiração e o seu armazenamento.
Os vegetais mais típicos são os cactos, acácias, arbustos espinhentos, musgos e líquenes.
A fauna é pobre e com animais de pequeno porte. Entre os mamíferos predominam os roedores cavadores de tocas (rato-canguru, hamster). Há, ainda, pássaros corredores, répteis (principalmente lagartos), vários insetos e escorpiões que são seus predadores.
Como é de se esperar, os desertos são o bioma que menos sofrem impacto da ação humana (a não ser aqueles usados como campo de testes de armas nucleares), por serem ambientes inóspitos e pouco interessantes sob o ponto de vista econômico.
Eles representam, entretanto, o ponto final da degradação de biomas naturais. Sabe-se, por exemplo, que na época em que o Império Romano dominava o mundo ocidental, há 2000 anos, o Saara era recoberto de vegetação semelhante à dos campos tropicais. Mas o corte dos arbustos e árvores para a produção de lenha e carvão vegetal, associado com a introdução de carneiros - que pastam arrancando, e não cortando a vegetação - fez com que o Saara se transformasse no que conhecemos hoje: uma eloqüente e trágica lição de como o ambiente deveria não ser manejado.
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